O roteiro perfeito que o futebol vinha desenhando há anos finalmente ganhou seu capítulo mais aguardado. Erling Haaland, um dos maiores fenômenos do futebol moderno, fez a sua estreia em Copas do Mundo e justificou cada gota de expectativa depositada sobre ele. Com dois gols do implacável camisa 9, a Noruega não tomou conhecimento do Iraque e goleou por 4 a 1, no Gillette Stadium, em Boston, pela rodada de abertura do Grupo I da Copa do Mundo de 2026. O resultado categórico coloca os nórdicos na liderança isolada da chave pelo critério de saldo de gols.
Mais do que três pontos fundamentais para as pretensões da equipe no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá, a vitória representa o fim de um incômodo e longo jejum. A seleção norueguesa não pisava nos gramados da principal competição do planeta há exatos 28 anos — a última participação havia sido na histórica campanha da França, em 1998. O retorno triunfante, embalado por uma atuação coletiva segura e cirúrgica, envia um recado claro aos adversários: os Leões não vieram à América apenas a passeio.
Desde o apito inicial em Boston, a superioridade técnica europeia ditou o ritmo do confronto. O Iraque tentou fechar as linhas de marcação para neutralizar o poder ofensivo adversário, mas a imposição física e o posicionamento cirúrgico de Haaland desestabilizaram o sistema defensivo asiático. O atacante precisou de poucas oportunidades para balançar as redes, mostrando o faro de gol característico que o consagrou no futebol mundial e comandando o placar elástico que desenhou a goleada.
Com o triunfo consolidado, a Noruega ganha uma enorme injeção de confiança para a sequência da fase de grupos, onde tentará carimbar a classificação para o mata-mata. Na próxima rodada, a equipe escandinava busca manter o embalo e a liderança do Grupo I, enquanto o Iraque tentará juntar os cacos para se recuperar do revés na rodada de abertura e seguir vivo na disputa continental.







