O São Paulo Futebol Clube anunciou uma iniciativa pioneira voltada à saúde e ao planejamento familiar de suas atletas profissionais. Em parceria com a clínica de reprodução assistida Avenues, o clube passará a custear integralmente o congelamento de óvulos para todas as jogadoras do elenco feminino. A medida foi divulgada durante a Jornada de Ciência do Esporte e do Exercício, realizada no Museu do Futebol, na capital paulista.
O programa busca solucionar um dos principais dilemas enfrentados por mulheres no esporte de alto rendimento: o conflito entre o auge da carreira atlética e o relógio biológico reprodutivo. Com a preservação dos gametas, as jogadoras ganham a autonomia de planejar a maternidade para o momento que considerarem mais adequado, seja durante períodos de transição ou após a aposentadoria dos gramados, sem prejuízos técnicos ou contratuais.
Segundo a direção médica do projeto, o procedimento adotado é minimamente invasivo e não compromete a rotina de treinos e jogos. O protocolo de estimulação ovariana tem duração estimada de 12 dias, demandando poucas consultas de controle e dosagens hormonais. A punção dos óvulos é realizada sob sedação leve pela manhã, permitindo que a atleta retome atividades regulares logo no dia seguinte, sem oscilações drásticas de peso ou queda de performance física.
Com a decisão, o São Paulo se alinha a movimentos recentes do cenário internacional, como a ação pioneira da Real Federação Espanhola de Futebol. O anúncio ocorre em um momento decisivo para o Tricolor: a equipe feminina disputa a grande final do Campeonato Brasileiro contra o Corinthians, no Morumbis, tendo a vantagem do empate após vencer o primeiro confronto por 2 a 1.







